Cresce a adesão ao manifesto em defesa do ex-presidente Lula. Traduzido em sete idiomas (inglês, italiano, espanhol, francês, árabe, mandarim e russo) o texto ganha repercussão internacional e a medida em que o julgamento se aproxima cada vez mais pessoas ao redor do mundo expressam solidariedade a Lula e ao povo brasileiro.
Manifesto Eleição sem Lula é fraude – Assine
A tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. Trata-se de um puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país. O recurso de recorrer ao expediente espúrio de intervir no processo eleitoral sucede porque o golpe do Impeachment de Dilma não gerou um regime político de estabilidade conservadora por longos anos.
O plano estratégico em curso, depois de afastar Dilma da Presidência da República, retira os direitos dos trabalhadores, ameaça a previdência pública, privatiza a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos, além de abandonar a política externa ativa e altiva.
A reforma trabalhista e o teto de gastos não atraíram os investimentos externos prometidos, que poderiam sustentar a campanha em 2018 de um governo alinhado ao neoliberalismo. Diante da impopularidade, esses setores não conseguiram construir, até o momento, uma candidatura viável à presidência.
Lula cresce nas pesquisas em todos os cenários de primeiro e segundo turno e até pode ganhar em primeiro turno. O cenário de vitória consagradora de Lula significaria o fracasso do golpe, possibilitaria a abertura de um novo ciclo político.
Por isso, a trama de impedir a candidatura do Lula vale tudo: condenação no tribunal de Porto Alegre, instituição do semiparlamentarismo e até adiar as eleições. Nenhuma das ações elencadas está fora de cogitação. Compõem o arsenal de maldades de forças políticas que não prezam a democracia.
Uma perseguição totalmente política, que só será derrotada no terreno da política. Mais que um problema tático ou eleitoral, vitória ou derrota nessa luta terá consequências estratégicas e de longo prazo.
O Brasil vive um momento de encruzilhada: ou restauramos os direitos sociais e o Estado Democrático de Direito ou seremos derrotados e assistiremos a definitiva implantação de uma sociedade de capitalismo sem regulações, baseada na superexploração dos trabalhadores. Este tipo de sociedade requer um Estado dotado de instrumentos de Exceção para reprimir as universidades, os intelectuais, os trabalhadores, as mulheres, a juventude, os pobres, os negros. Enfim, todos os explorados e oprimidos que se levantarem contra o novo sistema.
Assim, a questão da perseguição a Lula não diz respeito somente ao PT e à esquerda, mas a todos os cidadãos brasileiros. Como nunca antes em nossa geração de lutadores, o que se encontra em jogo é o futuro da democracia.[:en]
Manifesto Election without Lula is fraud – Sign it
The attempt to schedule the date of the trial of Lula’s appeal for the 24th of January is empty of legality. It is purely an act of persecution of the most popular Brazilian leader. The recourse to resort to spurious expedient to intervene in the electoral process happens because the coup of Dilma’s Impeachment did not generate a political regime of lasting conservative stability.
The strategic plan underway, following Dilma’s removal from the presidency, cuts workers’ rights, threatens public pensions, privatizes Petrobras, Eletrobras and public banks, and abandons the active and proud foreign policy.
The labor reform and the limit of expenditure did not attract the promised foreign investments, which could support the campaign for a government aligned with neoliberalism in 2018. In the face of unpopularity, these sectors have failed to build, so far, a viable candidate for president.
Lula grows in the polls in all scenarios in the first and the second rounds, and can even win in the first round. The scenario of overwhelming victory of Lula would mean the failure of the coup and would enable the opening of a new political cycle.
Hence, anything goes in the plot to prevent Lula’s candidature: condemnation in the Porto Alegre court, the creation of a semi-parliament and the postponement of the elections. None of the listed actions is out of question. They build up the evil arsenal of the political forces that do not value democracy.
A persecution entirely political, which will only be defeated on the political ground. More than a tactical or electoral problem, the victory or defeat in this fight will have strategic and long-term consequences.
Brazil is experiencing a time of crossroads: either restore social rights and the democratic rule of law or be defeated and watch the final implementation of a capitalist society without regulations, based on the super-exploitation of workers.
This type of society requires a State reinforced with instruments of exception to suppress universities, intellectuals, workers, women, youth, the poor, the black people. Ultimately, all the exploited and oppressed that rise up against the new system.
Thus, the issue of the persecution of Lula does not refer only to the Workers Party and the left, but to all Brazilian citizens. As never before in our generation of fighters, what is at stake is the future of democracy.[:it]
Manifesto: Le elezioni senza Lula sono un imbroglio – Iscriviti
La decisione di fissare in un tempo record, per il 24 gennaio, la data del giudizio di seconda istanza del Processo a Lula non ha nulla di legale.
Si tratta di un puro atto persecutorio nei confronti del leader politico più popolare del paese. Il ricorrere all’espediente spurio di intervenire nel processo elettorale deriva dal fatto che il golpe, realizzatosi con l’impeachment di Dilma Roussef, non ha dato vita a un regime politico stabile.
Il piano strategico in via di realizzazione, dopo l’allontanamento di Dilma dalla Presidenza della Repubblica, comprende: abolizione dei diritti dei lavoratori, minacce alla previdenza pubblica, privatizzazione della Petrobras, dell’Elettrobras e delle banche pubbliche, oltre all’abbandono di una politica estera attiva e importante.
La riforma del lavoro e il tetto alle spese non hanno attratto gli investimenti esteri promessi, che avrebbero potuto sostenere la campagna nel 2018 di un governo allineato al neoliberismo. Di fronte all’impopolarità, questi settori non sono riusciti a costruire, fino ad ora, una candidatura alla presidenza proponibile.
Lula cresce nei sondaggi in tutti gli scenari di primo e secondo turno e potrebbe anche vincere al primo turno. Lo scenario di una vittoria consacratrice di Lula significherebbe la sconfitta totale del golpe e renderebbe possibile l’inizio di un nuovo ciclo politico.
Per questo, sono pronti a tutto pur di impedire la candidatura di Lula: una condanna nel tribunale di Porto Alegre, l’istituzione del semparlamentarismo e perfino il rinvio delle elezioni. Tutte cose possibili che fanno parte dell’arsenale di malvagità delle forze politiche che non tengono in nessun conto la democrazia.
Una persecuzione esclusivamente politica che può essere sconfitta solo sul terreno della politica. Più che un problema tattico o elettorale, vittoria o sconfitta in questa lotta avrà conseguenze strategiche di lungo periodo.
Il Brasile è a un bivio: o restauriamo i diritti sociali e lo Stato democratico di Diritto o saremo sconfitti e assisteremo alla definitiva instaurazione di una società di capitalismo senza regole, basata sul supersfruttamento dei lavoratori. Questo tipo di società ha necessità di uno Stato dotato di strumenti di Eccezione per reprimere le università, gli intellettuali, i lavoratori, le donne, la gioventù, i poveri e i negri. Insomma, tutti gli sfruttati e gli oppressi che si solleveranno contro il nuovo sistema.
Quindi, la questione della persecuzione nei confronti di Lula non riguarda solo il PT e la sinistra, ma tutti i cittadini brasiliani. Come mai prima per la nostra generazione di lottatori, quello che è in gioco oggi è il futuro della democrazia. (Traduzione: Serena Romagnoli)[:es]
Manifiesto Elección Sin Lula es fraude – Inscríbete
El intento de marcar en tiempo récord el juicio de segunda instancia de Lula el 24 de Enero no tiene nada de legalidad. Se trata de un puro acto de persecución al líder político más popular del país. Utilizar un recurso espurio para intervenir en el proceso electoral ocurre porque el Impeachment de Dilma no generó un régimen político de estabilidad conservadora para muchos años.
El plan estratégico en curso, después de apartar a Dilma de la presidencia, retira los derechos de los trabajadores, pone en peligro la seguridad social, privatiza la Petrobras, la Eletrobras y los bancos públicos, además de abandonar la política exterior activa y altiva.
La reforma laboral y el techo del gasto público no atrajeron la inversión extranjera prometida, lo que podría sustentar la campaña en 2018 de un gobierno alineado con el neoliberalismo. Frente a la falta de popularidad, estos sectores han fallado en construir, hasta el momento, un candidato viable para la presidencia.
Lula crece en las encuestas en todos los escenarios de primera y segunda vuelta e incluso puede ganar en la primera. La victoria de Lula resultaría en el fracaso del golpe y permitiría la apertura de un nuevo ciclo político.
Por lo tanto para evitar la candidatura de Lula vale todo: condenación en la corte de Porto Alegre, la institución del semiparlamentarismo y hasta postergar las elecciones. Ninguna de las acciones enumeradas está fuera de cuestión. Ellas constituyen el arsenal de maldades de las fuerzas políticas que no valoran la democracia.
Una persecución totalmente política, que sólo será derrotada en el terreno de la política. Más que un tema táctico o electoral, la victoria o la derrota en esta lucha tendrá consecuencias estratégicas y de largo plazo.
Brasil está en una encrucijada: o restaura los derechos sociales y el Estado de Derecho Democrático o será derrotado y verá el final de la ejecución de una sociedad capitalista sin regulaciones, basada en la explotación de los trabajadores.
Este tipo de sociedad requiere un Estado de excepción con instrumentos para suprimir las universidades, intelectuales, trabajadores, mujeres, jóvenes, los pobres, las personas negras. De todos modos, todos los explotados y oprimidos a levantarse contra el nuevo sistema.
Por lo tanto, el tema de la persecución de Lula no se refiere sólo al Partido de Trabajadores y a la izquierda, sino a todos los ciudadanos brasileños. Como nunca antes en nuestra generación de combatientes, lo que está en juego es el futuro de la democracia.[:fr]
Manifeste : Une élection sans Lula serait frauduleuse – S’abonner
La tentative pour fixer au 24 janvier, soit en un temps record, la date du jugement en appel du procès de Lula n’a rien de légal. Il s’agit d’un pur acte de persécution politique du leader le plus populaire du pays. Le recours à ce moyen vicié, intervenir dans le processus électoral, a lieu car le coup qu’a constitué l’impeachment de Dilma Rousseff n’a pas produit un régime politique de stabilité conservatrice sur le long terme.
La stratégie actuellement, après avoir éloigné Dilma de la Présidence de la République, est de démolir le code du travail, menacer la sécurité sociale, privatiser la Petrobras, Electrobras et les banques publiques, et abandonner une politique extérieure digne et active.
La réforme du code du travail et le plafond des dépenses publiques n’ont pas attiré les investissements étrangers promis, qui auraient pu soutenir, en 2018, la campagne électorale d’un gouvernement aligné au néolibéralisme. Devant l’impopularité des politiques menées, ces secteurs n’ont pour l’instant pas réussi à construire une candidature viable à la présidence de la République.
Lula monte dans les sondages dans tous les scénarios de premier et second tour. Il peut même gagner au premier tour. Un scénario de victoire de Lula signifierait l’échec du coup d’Etat, et rendrait possible un nouveau cycle politique.
De ce fait, pour empêcher la candidature de Lula, tout est bon : condamnation au tribunal de Porto Alegre, institution du semi-parlementarisme ou même repousser les élections. Rien n’est écarté. Ces actions sont l’arsenal malfaisant de forces politiques qui méprisent la démocratie.
Une persécution totalement politique, que ne sera vaincue que sur le terrain de la politique. Plus qu’un problème tactique ou électoral, la victoire ou la défaite dans ce combat aura des conséquence stratégiques et de long terme.
Le Brésil est à un moment de croisée des chemins : ou bien nous restaurons les droits sociaux et l’Etat démocratique de Droit, ou bien nous serons vaincus et nous assisterons à l’installation définitive d’une société de capitalisme dérégulé, fondée sur la surexploitation des travailleurs. Ce type de société a besoin d’un Etat doté d’instruments d’Exception pour réprimer les universités, les intellectuels, les travailleurs, les femmes, la jeunesse, les pauvres, les noirs. Réprimer, enfin, tous les exploités et opprimés qui se soulèveraient contre le nouveau système.
La question de la persécution de Lula ne concerne donc pas seulement le PT ou la gauche, mais tous les citoyens brésiliens. Comme jamais auparavant dans les combats de notre génération, ce qui est en jeu aujourd’hui est l’avenir de la démocratie.
