GEOPOLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Solidariedade com Cuba nos EUA diante da agressão da administração Trump

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Prensa Latina – Apesar do alerta de tempestade de inverno, ativistas e organizadores comunitários de Nova York chegaram neste domingo (22), a Manhattan para demonstrar seu compromisso e apoio a Cuba diante da crescente agressão do governo dos Estados Unidos.

O grupo enfrentou o mau tempo para deixar claro que o povo americano se opõe à proibição da entrada de petróleo na ilha, imposta após uma ordem executiva assinada em 29 de janeiro pelo presidente Donald Trump, que ameaçou impor tarifas coercitivas unilaterais contra qualquer país que venda combustível para Cuba.

Ao impedir o fornecimento de petróleo ao país caribenho, reforça o bloqueio econômico, financeiro e comercial que pesa sobre a população da nação antilhana há mais de seis décadas.

Willie Cotton, organizador da coalizão Cuba Sí em Nova York e Nova Jersey, destacou a resiliência do povo cubano e reafirmou a necessidade de esforços coletivos neste momento especial.

O grupo enfatizou que essa crise gerada pelos Estados Unidos criou condições difíceis para Cuba, mas também forjou “um novo compromisso de solidariedade por parte de pessoas em todo o mundo”.

Por sua vez, Ike Nahem, coordenador do comitê dos EUA para a normalização das relações com Cuba, declarou: “Estamos aqui para dizer a Cuba que estamos empenhados em acabar com esse bloqueio e permitir a chegada do petróleo.”

“Manifestações semelhantes estão ocorrendo em cidades por todos os Estados Unidos e Canadá”, disse ele, “porque essa escalada tornou a solidariedade internacional ainda mais necessária”.

O protesto em Nova York ocorreu em preparação para a conferência “Cuba Sitiada”, agendada para os dias 14 e 15 de março.

O evento reunirá uma ampla coalizão de grupos e representantes solidários a Cuba na busca por uma estratégia de ação para deter a atual hostilidade e a ameaça de agressão militar.

Solidariedade em Chicago

Ativistas solidários com Cuba receberam novo apoio neste fim de semana em Chicago, na convenção nacional dos Jovens Socialistas Democráticos da América (YDSA), a seção jovem dos Socialistas Democráticos da América (DSA).

A conferência, com 400 participantes, representa as afiliadas da YDSA de todo o país. A maioria veio de cidades e campi universitários onde ainda não existem comitês de solidariedade com Cuba, mas há interesse em criar tais grupos, segundo um comunicado.

Na reunião, foram distribuídos livros e panfletos sobre o código familiar, a campanha “Deixem Cuba Jogar” para obter vistos americanos para atletas olímpicos cubanos e o papel de Cuba na África na defesa dos movimentos de libertação daquele continente.

Os discursos do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto “Che” Guevara também despertaram grande interesse.

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